.
Tento vãmente descrever como me sinto,
Pois muito minto se para escrever me sento.
Tanta mentira me atormenta o pensamento
Tanto quanto um amedrontante labirinto.
Mais entontante é provar desse absinto
Que alimenta esse incessante sentimento
De ser amante e amar-te feito o vento,
Que quando sopra acende o fogo já extinto.
Enquanto sóbrio sempre lembro-me da dor
De estar só e mergulhado em timidez.
Portanto, a fim de afogar tal solidão,
Eu sobrevivo em assombrante embriaguez,
E sobre a sombra de embrulhar-me em branquidão
Amo-te e vivo meu declarado amor.
.
Erick Moraes
.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
3 comentários:
Belo por ser sincero...ou não!
Gostei do poema, parabéns rapaz!
Olá essa é a primeira vez que passo por aqui. Eu adorei o poema, é muito lindo.
É bom ver blogs como esses!
beijos
Parece que não é somente o sobrenome que o autor tem em comum com o nosso Vinicius de Moraes: Mesma influência camoniana e, ainda assim, a mesma inovação e liberdade!
Postar um comentário