sábado, 16 de outubro de 2010

Soneto do Amor Inconsciente, de Erick Moraes

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Tento vãmente descrever como me sinto,
Pois muito minto se para escrever me sento.
Tanta mentira me atormenta o pensamento
Tanto quanto um amedrontante labirinto.

Mais entontante é provar desse absinto
Que alimenta esse incessante sentimento
De ser amante e amar-te feito o vento,
Que quando sopra acende o fogo já extinto.

Enquanto sóbrio sempre lembro-me da dor
De estar só e mergulhado em timidez.
Portanto, a fim de afogar tal solidão,

Eu sobrevivo em assombrante embriaguez,
E sobre a sombra de embrulhar-me em branquidão
Amo-te e vivo meu declarado amor.
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Erick Moraes
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3 comentários:

S.Ribeiro disse...

Belo por ser sincero...ou não!
Gostei do poema, parabéns rapaz!

Lu disse...

Olá essa é a primeira vez que passo por aqui. Eu adorei o poema, é muito lindo.
É bom ver blogs como esses!

beijos

P.Albuquerque disse...

Parece que não é somente o sobrenome que o autor tem em comum com o nosso Vinicius de Moraes: Mesma influência camoniana e, ainda assim, a mesma inovação e liberdade!