segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Vencedores do VIII Prêmio Paulo Britto de Prosa & Poesia


Foi realizada, no dia 13 de outubro de 2016, no Anfiteatro Junito Brandão, PUC-Rio, a cerimônia de premiação do concurso de prosa e poesia aberto a todos os alunos da universidade. Organizado pelo PET-Letras, recebeu este nome em homenagem ao grande professor, poeta e tradutor Paulo Henriques Britto — um dos padrinhos do jornal Plástico Bolha. Os textos vencedores de cada categoria vocês conhecerão ao longo dessa semana, aqui, no Blog do Bolha!

Segue a lista com os nomes dos vencedores do Prêmio Paulo Britto:
 
PROSA

1º lugar: Úmido tríptico, de Natalie Lima
2º lugar: Nósocorro, de Mateus Baldi
3° lugar: Breve narrativa da miséria humana, Rodrigo Elmas

Menção honrosa:
Sem título, de Helena Mussoi

POESIA

1º lugar: The lovers, de A. B. Tinelli
2° lugar: Fusão, de Leoni
3° lugar: Sem título, de Gyzelle Góes

Menções honrosas:
O véu, João Moura Fernandes
Ópera para saltos cegos no escuro, de Mateus Baldi
Encorpado, João Pedro Maciel Schlaepfer


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Lançamento de livro de Eduardo Jardim


Eduardo Jardim lança edição revista e atualizada de seu livro A Brasilidade Modernista - Sua dimensão filosófica. O evento conta com o apoio da Livraria Leonardo Da Vinci, da Editora PUC-Rio e da Edições Ponteio, e será realizado no dia 8 de novembro, terça-feira, às 18h30 na Livraria Leonardo Da Vinci.


Show do Rudah este sábado


O talentoso Rudah apresentará, neste sábado, dia 29/10, seu primeiro CD solo, As Escadas do Último Andar. O show será às 20h, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, em Botafogo. Todos lá!



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Seis e meia


Greve de lírios
vi no seu olhar

saíram todos

no céu
nuvens pasmas
foram incendiar.

Carla Andrade

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O espelho


Essa mulher no espelho
tem o mesmo olhar
abotoado da menina que roubava
as sombrinhas de cogumelos
das árvores e dos pastos.


Esse olhar no espelho parece
bolinhas de gude
na escada rolante,
olhos inconsequentes.

Essa mulher no espelho
tem gosto de hóstia
ao lembrar
dos dedos de menina
a lambuzar o próprio sexo.

Essa mulher é a mesma
que se atira nas raízes do seu colo
e se retira com nacos de barro
de obra inacabada.

Esse reflexo no espelho é o
reflexo de tantos outros reflexos.
Máscaras de pétalas
secas pelo tempo.

Coragem.
Pediu para o homem.
Essa mulher ainda sou eu?

Carla Andrade

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

VIII Prêmio Paulo Britto de Prosa e Poesia



Convidamos a todos para a cerimônia de entrega dos prêmios da VIII edição do Prêmio Paulo Britto de Prosa e Poesia na quinta-feira, dia 13 de outubro, às 18h, no Anfiteatro Junito Brandão.



Como habitualmente, haverá leitura dos os três textos vencedores de cada categoria — prosa e poesia —, além de possíveis menções honrosas, que têm se tornado mais frequentes a cada edição.

Haverá um coquetel livre.


Este ano, contaremos com poetas e convidados especiais, bem como o microfone aberto para que os poetas de plantão espalhem poesia.



Sua presença é muito importante para mantermos esse espaço de criação literária em nossa PUC-Rio. 



Nos vemos lá!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Lançamento do Livro Arte Brasileira para Crianças


Nesta quarta-feira, Dia das Crianças, teremos um evento todo especial no Parque Lage: o lançamento do livro Arte Brasileira para Crianças, da Editora Cobogó. 
Para crianças de todas as idades!


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Poesia Pichada - uma flor nasce na rua


Lá fora, a arte passa em alta velocidade. Os muros, alto falantes de quem não tem voz. Gritam, clamam, imploram atenção.
- Olha para mim, tenho tanto a dizer! Estão tentando me calar, mas você precisa me ouvir!
Lutando contra o cinza, em letras garrafais questionam. Mobilizam-se pela vida, pela liberdade, pela beleza. Cores jogadas na cara de uma sociedade que sufoca, formas livres e desimpedidas dançam diante dos olhos, e a poesia vocifera, agride, incomoda, exige.
"Não pense, não exista, só assista."
"Pixo, logo existo."
"Faça mais do que existir."
"Só peixe morto vai a favor da correnteza"
"Aonde você encontra sua liberdade?"
"Qual o significado da máscara que cê desenha?"
"Quantos mal me quer existem em uma única flor?"
"Mais amor, por favor."
E por fim, uma arte etérea, mutável e recém criada, clama para que o cinza não a devore. Clama para que não devore suas crianças, suas famílias, sua existência. Um ciclone de medos em uma única frase.
"Apaguem a miséria e não o grafite."

Heloísa Ramalho

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Ocupa Mario 2017 - Oportunidade imperdível!


Abrir os espaços da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) para toda a classe artística do Estado é a proposta do Ocupa Mario 2017. Grupos, coletivos e artistas independentes devem inscrever seus projetos, sejam eles ensaios ou apresentações, para contar com os teatros, auditório, salas e demais espaços da Casa. As inscrições acontecem de 01 a 31 de outubro de 2016, através do e-mail ocupamario2017@gmail.com, para onde devem ser enviadas a ficha de inscrição e demais anexos que expliquem as propostas.

O Regulamento e informações sobre a documentação pode ser solicitado pelo e-mail projetosespeciaisccmq@gmail.com, além de mais esclarecimentos no telefone (51) 3211.5608. Após o envio, esses documentos são avaliados por um conselho artístico que divulgará os selecionados a partir do dia 1 de dezembro.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Cria


Sou filho de Bangu
Lembro de quando o viaduto velho era apenas viaduto
E o novo era de fato novo.
Lá comprava muito cigarro e fazia muito jogo do bicho pra minha tia.
Ela fumava os cigarros enquanto esperava o dia de ganhar no jogo.
Ouvi muitos tiros e muitas canções
Muitas brigas e muitas histórias
Ser de Bangu
(como de todo subúrbio)
 É ser filho da espera.
De Deus, de dinheiro e de amor.
E por mais que doa tanta espera
É possível distrair-se
Cantar e dançar a música daqueles que também passam a vida esperando
É possível admirar-se todos os dias
Com o grande espetáculo da vida comum.
Ela é de Bangu
Finge que não gosta, mas não se imagina em outro lugar.
Ele é de Bangu
Muito se orgulha do seu lugar. Eu sou de Bangu
E levo isso pra todo lugar.


Geovani Martins