quarta-feira, 20 de junho de 2018

Estranho singular


Tua mão passeia pela minha
Como a tinta saboreia o pincel
Para provar tua pele morena
Eu sou abelha em teu corpo mel

Tu despiste meus segredos
Num toque de olhar
Então navega em meu corpo
És meu pirata e eu sou teu mar

Me bate uma saudade
Do castanho dos teus olhos
E do arrepio em meus ouvidos
Com a rouquidão da tua voz

Nessa vida de chuva ácida
Teu riso doce invade meu ar
Pois mistério é sorte detida
Em teu estranho singular

Emanuelle Valentim

Nenhum comentário: