terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Poema inédito de Rafael Castro

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A folha de Montesinos
Pá apontada, cavo a cova
que me caiba até deitado
Pro repouso do trabalho
Operário que é a morte
Cavo em cinza, cova abaixo,
O que dista a tinta e o tanto
Pra que eu possa lá embaixo
Já no pouso do descanso
Ter visões de toda sorte
Numa poça preta em branco

Rafael Castro



Rafael Castro nos enviou há pouco tempo alguns de seus poemas. Esse foi o primeiro a se destacar nos votos da Comissão e aproveitamos para dividir com os leitores. Quem sabe não esbarramos com ele nas páginas de alguma próxima edição do jornal Plástico Bolha?

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