Acho que não vou conseguir dormir mais. Ele falou que era por causa dos monstros. Normalmente eu nem pergunto que é pra ninguém falar nada e ficar tudo quieto, muito quieto, como se a gente não precisasse falar nada mesmo. Mas eu perguntei: que monstros? e ele disse aqueles que ficam lá fora esperando quando a gente não consegue dormir, e então perguntou se eu estava ouvindo eles. Eu disse que era pra ele deixar de ser bobo porque não tinha monstro que nada e ele estava mentindo. Ele jurou por Deus e falou olha, fica quieta, parada, que você vai ouvir eles chegando perto da gente. Eu prendi a respiração e não ouvi nada, e contei pra ele que não dava pra ouvir nada e que ele ia pro Inferno porque tinha jurado que. Ele então disse não, é esse o som que eles fazem, eles ficam quietos, muito quietos, como se não precisassem falar nada mesmo. Eu falei deixa de besteira, mas o que ninguém sabe é que agora eu acho que tem um monstro dentro de mim.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
O monstro
Acho que não vou conseguir dormir mais. Ele falou que era por causa dos monstros. Normalmente eu nem pergunto que é pra ninguém falar nada e ficar tudo quieto, muito quieto, como se a gente não precisasse falar nada mesmo. Mas eu perguntei: que monstros? e ele disse aqueles que ficam lá fora esperando quando a gente não consegue dormir, e então perguntou se eu estava ouvindo eles. Eu disse que era pra ele deixar de ser bobo porque não tinha monstro que nada e ele estava mentindo. Ele jurou por Deus e falou olha, fica quieta, parada, que você vai ouvir eles chegando perto da gente. Eu prendi a respiração e não ouvi nada, e contei pra ele que não dava pra ouvir nada e que ele ia pro Inferno porque tinha jurado que. Ele então disse não, é esse o som que eles fazem, eles ficam quietos, muito quietos, como se não precisassem falar nada mesmo. Eu falei deixa de besteira, mas o que ninguém sabe é que agora eu acho que tem um monstro dentro de mim.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Hoje tem Pizzarau!
Hoje tem Pizzarau, às 20, no restaurante La Carmelia!! Veja mais informações do evento no facebook, através do link: https://www.facebook.com/events/710866078931605/?fref=ts
Identidade
Se alguém perguntar
Quem eu sou
Diga que sou uma criatura quase humana
Algo entre religioso e monstruoso
Um simples moço.
Se alguém perguntar
Em que dia nasci
Diga que foi num dia
Em que Deus , muito estressado,
Com tanta coisa lhe enchendo o saco
Fez com que minha mãe
Botasse pra fora
Algo que não fosse nem pergunta e nem resposta
Uma complicada incógnita.
Se alguém perguntar
Qual é a minha cor
Diga que é a do mundo inteiro.
Pintada por festas, sofrimentos de amor,
Muitas revelações e alguns segredos.
Se alguém perguntar
Qual é a minha
Curto carne, frango e sardinha
Ou qualquer outra coisa que esteja na panela.
Curto também pessoas
Muito além do que elas têm entre as pernas.
Se alguém perguntar
Onde moro
Diga que por aí
Chegando de repente
Sem hora pra partir.
Marcio Rufino
Marcio Rufino nasceu em São João de Meriti e mora em Belford Roxo. Lançou o
livro de poemas Doces Versos da Paixão (Ed. Lítteris, 1998). Em 2008, fundou
com Ivone Iandim, Dida Nascimento, Jorge Medeiros e outros poetas da baixada
fluminense o grupo "Pó de Poesia".
Clarice
Um pingo d’água estreita-se por entre as ramagens do flamboyant que se ergue monumental no
parque, até atingir o lago encoberto de folhas secas, pressagiando o outono. As
árvores se agitam ao pressentirem a chegada da chuva que, denunciada pelo céu
escuro, não tarda muito a chegar. Ao longe, crianças enlaçam-se numa ciranda e
brincam de roda sem se preocupar com o tempo. Seus pais, aflitos, apressam-se
em fazer com que elas se despeçam para que possam chegar a tempo, em casa. No
chafariz ao lado, habita uma ninfa de beleza bucólica e cujo olhar vago
contempla as pessoas que passam e sequer percebem a tristeza singular de seu
rosto. Ela segura uma jarra por onde sai um fio de água que desce chorosa até
encontrar-se com o mar de água doce que a espera no fundo daquela fonte. Os
pássaros não param de cantar. O vento torna-se mais violento. Os pingos são
cada vez mais constantes. Começa a chover. E eu, sentada em um banco, ouço o
choro imperceptível das águas: as gotas da chuva, em contato com os galhos, escorrem
até o lago, o chafariz, os guarda-chuvas, os bancos da praça central, até chegar
à areia que segue em trilha, em direção à saída do parque. Desvaneço-me ao
perscrutar meu coração e perceber que suas batidas acompanham o compasso da
chuva. Aos poucos vou me derretendo, vamos transformando-nos em uma coisa só,
num fio fluido, transparente, liquefeito. Transformo-me também em água e
acompanho seu fluxo, penetrando a terra para fertilizá-la. Num instante, penso
descobrir os segredos da vida. A mágica do acontecimento transcende a minha
normalidade. O mundo me sorri. Ressuscito minha alma a uma radical simplicidade.
Estou liberta. Sou toda água. As folhas se mexem conforme o leve toque dos
pingos que tamborilam, formando uma misteriosa música agradável aos meus
ouvidos. A dança da natureza se faz completa. Aos poucos, a chuva permite
passagem à luz que se infiltra por entre as ramagens, e atravessa os labirintos
intermináveis dos galhos até chegar ao chão. O silêncio reina na natureza. A
água da fonte restabelece seu curso normal e volta a cair apenas um filete
choroso de água do jarro abraçado pelos belos braços da ninfa. Não há mais
crianças. Todas já se foram e, como previsto, viram a chuva cair da janela de
suas casas. Estas ainda não se deram conta da graciosa simplicidade que há
nesse ato. Penetrei em minha própria realidade. A vida agora se apresenta
deliciosamente clara. Clara como a água. Porém não sou mais água. Nem eu mesma.
Fertilizei meu coração. Agora sou terra.
Élen Gonçalves
Élen Gonçalves é leitora-colaboradora do estado de Minas Gerais.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
O espelho infinito
um dos problemas do espelho infinito
é que para se
captar todo infinito do espelho
é necessária uma
mínima curvatura com o corpo
e esta, ao produzir infinitude, causa um
efeito1
que é:
as infinitas
fatias de quem se olha
adquirem uma
forma elíptica que
após infinitas
voltas
na última curva
passam a refletir
cinquenta anos
depois
não mais a elipse
mas o que aquele
observador foi
cinquenta anos
antes
fazendo com que
aquele que estiver defronte
ao espelho2
(o antigo
observador (curvado) ou o novo (reto))
veja um fantasma
outro problema
é que dificilmente
um espelho infinito
dura os tais
cinquenta anos
para que a
primeira afirmação se comprove
paradoxo comum a
este espelho
que também nos
reflete3
1dizem que cientistas húngaros / acabam de
isolar / efeitos sem causa // 2mesmo os espelhos comuns / só
refletem aquilo que fomos / uma fração de segundo antes // 3a
primeira estrofe não conversa com a segunda
Marcos Bassini
Marcos Bassini acaba de lançar o livro Senhorita K (Ed. Patuá, 2013).
Marcos Bassini
Marcos Bassini acaba de lançar o livro Senhorita K (Ed. Patuá, 2013).
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Barreiras
meus poemas padecem
esguios
raquíticos
tão insossos
em meio ao tanto que eu penso em falar
eu penso no que escrever
e começo a escrever
mas as palavras
vão
se
quebr
and
o
e, fraturadas,
elas se juntam
— fr-áge-is —
debaixo da sombra
do que eu realmente queria dizerÁtila Mourão
Saindo
Amor, tô chegando
é, eu tô me expulsando aos poucos de mim
eu me amarguei minha vida inteira
E sempre procurei de fora, um sabor
quando a única coisa que podia me adoçar
era eu.
eu me venci e me deixei entrar
guardei e guardei tudo da minha maneira
sempre achando que a morena da rua
conhecia a mim, e à minha vida inteira
como eu.
eu tô tentando voltar ao mundo
eu tô saindo um pouco de mim
eu tô subindo bem lá no fundo
eu vô buscar minha parte do sim
eu te peço, só te peço três semanas
o que é isso comparado à vida inteira
e pelo amor de Deus, minha senhora
não me case com a porra do Ribeira.Pedro C
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Primeiro Labirinto Poético de 2014!
Venha se perder no primeiro Labirinto Poético de 2014!!
O ano já começa quente!
Muita poesia e música se misturam no evento, que será realizado pela
segunda vez nos pilotis da Cidade das Artes, Barra da Tijuca - Rio de Janeiro,
RJ.
Programação:
- Feira de publicações
- Abertura: LUCAS VIRIATO
- Música: LUCAS MAMEDE E TOMÉ
LAVIGNE
- Poesia: MARCIO RUFINO
- Grupo poético: FORA DE ÁREA
- Poeta convidado: GREGÓRIO
DUVIVIER
- Show de encerramento: POSADA
& O CLÃ
Evento é gratuito!!
A Cidade das Artes fica na Av. das Américas nº5.300
Lançamento de A arte de salvar um casamento
Na próxima segunda, 27/01, a partir das 19h, será o lançamento do livro A arte de salvar um casamento (Ed. 7Letras, 2014), de Thiago Picchi. Livraria da Travessa, R. Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema, Rio de Janeiro, RJ.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
17ª Mostra de cinema de Tiradentes
O Cinema sem Fronteiras inaugura sua temporada em 2014 apresentando o
maior evento do cinema brasileiro contemporâneo – a Mostra de Cinema de
Tiradentes - que chega a sua 17ª edição de 24 de janeiro a 01 de fevereiro de
2014 apresentando ao público a diversidade da produção cinematográfica
brasileira – uma trajetória rica e abrangente que ocupa espaço de destaque no
centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no
Brasil.
Consolidada como a maior plataforma de lançamento do cinema brasileiro
independente, a Mostra de Cinema de Tiradentes inaugura o calendário
audiovisual brasileiro apresentando ao público mais de 100 filmes brasileiros
em pré-estreias mundiais e nacionais e, ainda, reúne todas as manifestações da
arte no cenário da barroca Tiradentes. Homenagens, oficinas, debates,
seminário, exposições, lançamento de livros, teatro de rua, shows musicais,
performance, encontros e diálogos, atrações artísticas numa programação
cultural abrangente oferecida gratuitamente ao público.
Nesta edição, coloca em debate a temática “Processos Audiovisuais de
Criação” que pretende discutir e revelar os processos de realização dos filmes
contemporâneos – as transformações, as tecnologias, o fazer cinematográficos
dos cineastas em relação à intenção e processo, os imprevistos, as
experimentações e provocações.
Presta homenagem ao ator paulistano Marat Descartes – apresentando seu
percurso fílmico - uma trajetória progressiva e sólida que ganha o mundo.
Sedia, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Itamaraty para o melhor
longa da Mostra Aurora - eleito pelo Júri da Crítica - segmento exclusivo da
programação para diretores em início de percurso em longa-metragem – um
reconhecimento ao surgimento e presença de novos talentos cinematográficos
brasileiros.
Nos seus 17 anos de existência, a Mostra Tiradentes cresceu e se
desenvolveu gradativamente. Apostou na inovação, apresentou uma nova geração de
realizadores que têm propósitos instigantes e criativos, que fazem cinema com
vontade própria, com vigor.
A pluralidade de conteúdos audiovisuais advindos das mais diversas
fontes expressa a programação desta edição que reafirma o compromisso cm o
cinema brasileiro, com a sociedade que o origina, com as representatividades
políticas, com as mudanças, influências e tendências do audiovisual.
Você está convidado a conhecer, inserir-se, vislumbrar possibilidades,presenciar, assistir e conhecer as novidades da sétima arte brasileira contemporânea.
Mais informações no site: http://www.mostratiradentes.com.br/
Mais informações no site: http://www.mostratiradentes.com.br/
Nuvem cinza
O caso do meu avô
é que me deixa intrigado
não tem um pingo de humor
mas sempre foi engraçado
Thiago Ricardo
Acabou o sal
Para ti, um verso desalinhado, beijos quentes na testa e sabedoria:
Talvez a insanidade chama-se um barco, que ancorou em minha
atordoada alma...
Por ter pele negra, a mim permitem solidões e trabalhos
infames, discursos cifrados e mesmo os amigos, apontam cartões de salvem-se
quem puder.
Rouca e brusca,
Para que o precipício não trague
nossas almas;
Viagens e silêncios, beijos e amenidades;
So-li-tá-ria e aérea, pássaros cantam ao redor de mim;
Cozida em lágrimas, refaço-me tinta e poesia nas esquinas.Rosa Azul
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
ISSN Plástico Bolha
O Plástico Bolha agora
possui ISSN!!
Isso significa que os textos publicados na versão impressa do jornal, desde a sua primeira edição, em março de 2006, podem ser usados como pontos no Currículo Lattes de cada autor.
Isso significa que os textos publicados na versão impressa do jornal, desde a sua primeira edição, em março de 2006, podem ser usados como pontos no Currículo Lattes de cada autor.
Além disso, a aplicação
do ISSN auxilia no controle da produção editorial do país, promove a identificação
de títulos, a recuperação e transmissão de dados, além de melhorar a
organização de acervos, os empréstimos entre bibliotecas, os serviços de
indexação e resumos, os serviços de aquisição bibliográficos e a comutação
bibliográfica. Nos catálogos coletivos nacionais e regionais, o ISSN facilita
as operações de identificação, localização de títulos, transferência de dados e
fusão de acervos.
ISSN 2318-972X
ISSN 2318-972X
Ol-fato
O cheiro da chuva entra pelo meu nariz e vai se ramificando por todos os meus
poros, minhas veias, minhas células, como se capaz fosse de me fazer florescer.
O cheiro de terra molhada me inebria e me hipnotiza, como um pêndulo mágico dos
mais eficazes, daqueles dos mais renomados encantadores, repletos de magia e
misticismo.
Mas não há terra molhada. A chuva cai sobre o asfalto quente, 30 graus de pura
civilização, fazendo a fumaça branca subir pelos ares, formando desenhos tortos
e sem sentido.
Estranhamente, o cheiro permanece. Como se tudo cheirasse a terra molhada,
lembrando-nos que a terra construída nada mais é do que terra originária
modificada.
Agora, a chuva cessa e o vento refresca o ambiente. O calor infernal de há
poucos segundos se abranda lentamente, deixando espaço para que a respiração
volte a funcionar com perfeição.
E voltando a respirar, percebo ainda mais forte o cheiro de terra molhada,
inundando-me por inteiro, como numa verdadeira tempestade tropical.
Bianca Rolff.
Bianca Rolff.
Bianca Rolff é nossa leitora-colaboradora de Belo Horizonte, MG.
Quer ter seu trabalho publicado no blog ou na versão impressa do jornal? Mande seu material para a sessão "Envie seus textos" no site do Plástico Bolha!
Sobre a chuva
chove
farra de mosquitos brincando em meu quarto
refugiados de uma guerra aquática e de ventos desvairados
lá fora
e aqui desse lado da janela
tudo borra-se como um transformador de matéria esponjosa
embaça a visão
e meus 70% de água confundem-se
em milímetros de escassez ou profusão de sentimentos
o nítido torna-se vago
o corpo, lasso
tento respirar aqui de meu escafandro
minha pele desfaz-se
com as gotas que nada aspiram
além
de
cair
como se ordem suprema as ordenasse
que chover nas plantas
ou furar o bloqueio do vidro
missão de vida ou morte fosse
de qualquer suma importância
acho graça
do canto da boca, um traço
a chuva intermitente me faz contente
acolhido, aprecio
e, talvez, quem sabe
ganhe o embate.
Daniel Granato
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
"É que os Hussardos chegam hoje" - Antologia Poética da Cidade de São Paulo

Livro-festa reúne 77 poetas residentes em São Paulo no
aniversário da cidade
A cidade de São Paulo receberá, na véspera de seu
aniversário, dia 24 de janeiro, um presente poético: o lançamento do
livro-festa "É que os Hussardos chegam hoje" – antologia que rende
homenagem ao recém-inaugurado Hussardos Clube Literário.
Com título inspirado em verso do poeta grego Kaváfis (“É que
os bárbaros chegam hoje”, na tradução de José Paulo Paes), o livro apresenta
poemas, dentre eles alguns inéditos, de mais de 70 poetas residentes em São
Paulo. O lançamento contará com a presença desses escritores de diferentes
gerações para autografar a obra e realizar leituras.
Com edição de luxo, em capa dura e papel especial, É que os
hussardos chegam hoje conta com a edição e organização dos poetas Ana Rüsche,
Eduardo Lacerda, Elisa Andrade Buzzo, Lilian Aquino, Stefanni Marion e
Vanderley Mendonça. Ilustrações e capa são de Leonardo Mathias.
Localizado no centro da cidade, o Hussardos Clube Literário
é um multiespaço dirigido pelo editor e poeta Vanderley Mendonça, que reúne
livraria, lounge, café, oficina, editora e agência literária.
Serviço
Lançamento da antologia É que os Hussardos chegam hoje
24 de janeiro de 2014, a partir das 19h - Entrada Gratuita e
o livro estará à venda por R$ 20.00
Hussardos Clube Literário
Rua Araújo, 154 – 2º andar – República – São Paulo – SP
Sobre a língua a linguagem
sobre a língua a linguagem
sobre meu cobertor de lírios
a possibilidade de uma dança
abre a fronteira dos significados
que eu passo aí para buscar
um abraço depois do trabalho
sempre que as palavras
estiverem enxutas
podemos chacoalhar a árvore
para ver cair os frutos
amanhã cedo, numa esquina da Rua da Emancipação
numa parada de ônibus
eu posso acordar com um sorriso
no rosto e perguntar onde estou
alguém pode responder ou não
pode ficar olhando com cara de tonto
ou me chamar pelo nome
tanta coisa nesse mundo têm
nome, um homem feliz não devia ter
as ruas em transe, os sintagmas
não deviam ter, nem crocodilos
se chamássemos tudo de "aquilo ali"
seria tão bonito que um arco
íris nos faria caminhar sobre ele sem
pedir nada em troca
mas pediria sim: "não quero ser fotografado"
diria, com um jeitinho de criança
tímida ou menina que se acha feia
quando na verdade é tão bonita quanto
o horizonte retilíneo por cima das ondas
do mar
Danilo Diógenes tem outros textos publicados no blog do Plástico Bolha, além de ter sido publicado também na edição #30 do jornal.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Lançamento de "Tanto Mar"
Lançamento do livro Tanto Mar (Ed. Galerinha), de nossa amiga de Plástico Bolha Tatiana Salem Levy e Andrés Sandoval. Dia 19 de janeiro, domingo, às 10:30h, no Salão Nobre da EAV do Parque Lage, Rio de Janeiro - RJ.
Oficina de poesia com o poeta Chacal na UERJ
Ontem aconteceu o primeiro de uma série de encontros com o poeta Ricardo Chacal na UERJ. A oficina de poesia acontecerá no departamento de Letras da universidade, sempre às quartas-feiras, a partir das 18:00h. Mais informações com o Departamento de Letras da UERJ.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Linha de sucessão
Inverter rei
Improvisar rei
Interpretar reiEu que nunca sonhei ser rei
Leia outros poemas de Douglas Batalha aqui no blog do Plástico Bolha!
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Susto
Para a verdade
há este caderno
onde também
sou burocrata
há também
uma gota
de gordura quente
em meu peito
para os mistérios
há a palavra não
transeunte
em meus cílios
que estouram
para a verdade
simplifico é uma
questão de tempo
mas não há narina
que compreenda
para o mistério
há sangue
em meus dentes
que finjo não ser
meu
à verdade
há gritos
ao mistério
me sou findo
Sebastião Ribeiro é nosso leitor-colaborador do estado do Maranhão, e tem diversos textos publicados no blog do Plástico Bolha.
Resumo da manhã
difícil dizer do corpo
como quem sabe onde fica
a parte como um todo
a onda
que
é pacífica
transborda entre os céus
entre a respiração
- a ladeira concreta
dos fumantes
reflexivos
fez elos e nós
porque nós tínhamos a deixa
de um dia escrever o que a mente
esquece de repente e pára no estalo
que o silêncio pediu
difícil é a alma
que cala enquanto chora
chora pela vida ausente
pelo amor inconsciente
dos apaixonados
(e é sutil)
os tropeços
as esquinas
os encontros
as rimas
um abraço apertado
que entrelaça o corpo
a alma
quando ter alguém
ainda
é fácil
Yasmin Nariyoshi é nossa leitora-colaboradora da cidade de São Paulo - SP, e tem outros textos publicados no blog do Plástico Bolha.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Os latidos de Jacob
De quando em quando aquele tédio extrapolava qualquer
limite. Vez em vez – logo no começo – ele dizia “te amo”, sem nenhuma
parcimônia. Desconfiava daquela histeria com toques de cavalheirismo que,
todavia, sempre circulavam qualquer atitude exata e sem falhas. Mas de qualquer
modo, o raspar daquele pecado, daquela fingida acomodação com toda e qualquer
suposição e agrados pacificavam e aquietavam os dois, que sem nenhuma
estranheza ou estremecimento se aguilhavam sem saber o por que.
Ela e o cão beiravam um silêncio enorme. A extravagância de
uma saudade sem fagulhas. E pouco importaria se Ian dobrasse a esquina cheio de
flores e beijo fresco. Sua necessidade consistia em observar a passagem das
horas, dia após dia, noite após noite. Como se naquela doentia espera, a
angustia trouxesse cheio de vontades àquilo que nela também fluía. A ânsia
arruinava qualquer forma regular de sua lembrança. Seu único alívio físico eram
aqueles sorvetes coloridos e de certo modo elétricos que comprava naquela
sorveteria da pracinha.
De cabelos flamejantes, mal entendia que, naquelas horas
tudo se expandia. O corpo se auto-contornando como quem descobre ali, o jeito
de não vacilar. Ele, Jacob, latia. Latia, cão sem sarna, pêlo escovado, dentes
brilhantes como sol. A menina nem olhava, porque todo esse rebuliço? Não
acabou. Esvoaçava os cabelos ao voltar pra casa, os dois. A menina e Jacob.
Apanhava da tristeza, calcava todo espaço vazio da sala que
nem móveis tinha e no meio daquela indulgência que só as apaixonadas sabem ter.
Mesmo depois de estar acessa há dois dias e ter esfriado a cabeça no salão de
beleza, como se isso fosse realmente um prêmio por competência, fidelidade e
amor próprio, ele liga.
Depois de passar duas manhãs jogando bolinha pro totó,
passa-repassa e começar a noite com aquele negócio de fazê-los bêbados e
embebedar-me e terminar com dia raiando numa revanche motivada por ódio quase
mortal a 120 km por hora no banco carona do melhor amigo, ela atende.
Seu rosto, até então, de menina, se tornara mais que de
imediato uma exclamação, mas não antes de se desmanchar inteiro e corar.
Sensação de triunfo, seu peito dizia. O cãozinho ainda latia e chegando do
outro lado do mundo, ele dizia entre um “meu amor” e outro “ainda sinto seu cheiro”
e como se fosse tão correto falar abertamente:
- O que faria se nunca mais nos víssemos?
Mas como um caçador, que ronda durante toda madrugada
a procura de alguém para amar, hesitava na mais obscura profundidade e sem
frivolidades, o jogo a partir daquele instante começava. Sustentaria nas noites
de bebedeira esse amor? Melhor perguntar, sustentaria nas manhãs de ressaca,
sob o mesmo teto, todo amor?
Juliana Vallim
Juliana Vallim é nossa leitora-colaboradora de Belo Horizonte - MG.
O amor é um rock
o amor é um rock
marrento
feito pra pular
o amor é um rock
sol maior
vocal berrado
o amor é um rock
durável até o ponto
de quase tudo
sacrifício
o amor é um rock
Matheus Felipo
Matheus Felipo é nosso leitor-colaborador da cidade de Mogi das Cruzes - SP.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Plástico Bolha na Cidade das Artes
O jornal Plástico Bolha sendo muito bem recebido pela equipe da Sala de Leitura da Cidade das Artes!
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Eco
E já o dia anda a pôr-se baixo
Por onde pouco se enxerga
Na Luz que faz falta à sombra a que se entrega
Donde vindo se ergue novamente alto
O inverno que se já anunciou
De medo o frio encheu de dor
No verão que não veio acalentador
À noite em que o ruído de quem gritou não ecoou.Paulo Victor Torres
Comunicação aos terráqueos
Chega de patentear os sonhos!
Chega de acordar e desligar o despertador!
Chega de vetar os sentimentos!
Chega de varar as idéias e encaixotá-las no Futuro!
Chega de transgênicos!
Chega de cores perdidas fora da moldura!
Chega de cabeças que flutuam nas univeridades!
Chega da escassez de criatividade nos políticos!
Chega de chegar chegando!
Chega de velhas crianças enjauladas no televisor!
Chega de chiado!
Chega de azul no azul!
Chega de Chuva Chovida!
Luan Carlos Machado
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Exposição Interpolares
A Sala Carmela Dutra inaugura a exposição INTERPOLARES com
os artistas Fernando Brum e Gabriel Cavalleiro com trabalhos de pintura e
escultura. Colocando ora em paralelo e ora em interseção questões de suas
pesquisas individuais. São cerca de 20 obras interpolando trabalhos com tinta
spray, acrílica, óleo e escultura em dimensões variadas.
Vernissage no dia 14/01 às 19h.
A mostra continua aberta a visitação até o dia 31/01 (de 11 às 19h).
A entrada é gratuita.
Endereço: Av. Rio Branco, 251, 1º andar – Centro RJ
Subversão
abrir a porta,
todas as manhãs
colocar o tijolo que cabe
no edifício da superprodução de bens.
ao meio-dia pastar
nuvens,
depois de comer
boa comida para bons músculos.
Ao fim do expediente,
retirar, sorrateiro,
o tijolo, penélope.
pelo prazer de furtar
o troféu
da eficiência operária.
Marilia Kubota
Marilia Kubota (Paranaguá/ PR, 1964) é escritora e jornalista. Em 2010, organizou a antologia Retratos Japoneses no Brasil - Literatura Mestiça, que recebeu o Prêmio Nikkei de Literatura em 2011.
Roupa nova
Vista-me do ardor de seu beijo.
Ao me desnudar, vislumbro-lhe.
Preparo-me para o ensejo.
Que a muito nutro por você.
Venha linda donzela, aproxime-se.
Bem aqui, pertinho de mim.
Assim, eu sinto seu perfume.
Seu cheirinho doce.
Quiçá, visto-me de você.
Para então estrear minha roupa nova.
Nova!
Que será eterna por cada segundo vestida.Alexandre Andrade Brandão Soares
Alexandre Andrade Brandão Soares é nosso leitor-colaborador do estado de Rondônia.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Sobre a fuga de si ou os prazeres que ela não tinha
Naquela manhã ela se posicionou a beira da janela para olhar
o horizonte, o silêncio de seus pensamentos podiam ser ouvidos de longe. O
barulho dos carros, com o qual estava acostumada, a faziam imaginar que estava
partindo para longe, bem longe, aquele horizonte de que via de dentro da sua
casa não era suficientemente distante. Por que a fuga? De si mesma Mayra sabia
que não podia escapar, já havia tentado antes, mas não importava onde estivesse,
aquelas batidas fortes no coração e as mãos suadas sempre estavam lá, ela
atribuía isso a uma disfunção de seu corpo, meu palpite é que toda aquela
ansiedade vinha do fundo da alma.
S.X
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Vazio
Vazio sem vida
Tesouro esquecido
Entre vidros moídos
Tesouro vazio
Esquecido entre vidros
Da vida moída
Tesouro da vida
Esquecido moído
No vidro vazioArnoldo Pimentel
Arnoldo Pimentel é nosso leitor-colaborador de Nova Iguaçu, RJ.
Simpatia por Nietzsche
Elogio a loucura sim. De louco temos pouco e assim somos poucos.
O louco é aquele que foge, esconde-se, revolta-se, abala os
padrões.
Convenções. Situações. Aversão. Assim acaba o louco.
Isolado, desolado, marginalizado.
Mas vale a pena tornar o louco são?
Ser louco significa mudar, transformar, adaptar. Grande
dádiva humana.
O poder da mudança. Um louco então é homem, o louco é vivo.
Pensa logo existe. Pensa logo muda, pensa longo transcende.
Se um louco, doido, pirado é isso. Então, por favor, irei
para a morada dos doidos
Pois prefiro Elogiar a Loucura ao invés de me Orgulhar da
Apatia.
Marcos Santana
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Às moscas
Diante do álbum amarelecido pelos anos de clausura na gaveta
dos esquecimentos, espantei-me ao ver radiante aquele garoto mirrado.
Ostentava, do alto do trono da infância, um sorriso branco e sincero - ainda
que incompleto e distante. Já não me recordava daquela felicidade sem
pretensões. Daqueles olhos translúcidos, daquele peito aberto - daquele eu sem
medo. Esbocei incrédulo, frente à fotografia gasta, um meio sorriso oblíquo.
Não pelo que sou hoje - esse velho decrépito, lacrimejante de ontens em
preto-e-branco - mas pelo menino inteiro do qual me vesti nos anos idos. Pelo
que poderia ter sido e fracassei, acovardado. Por aquele que - pelo acaso dos passos
na mata fechada dos sentimentos daninhos, que me atormentaram anos a fio - desencaminhou-se
e perdeu-se para sempre de mim. Uma lágrima gorda atravessou-me os vales
vincados do rosto. E apreciei, salivando, seu gosto amargo. Como quem arranca de
uma vez um naco de vida dos dias mais verdes. Como quem inspira 50 anos de árvore em um só segundo. Eu não queria ter amadurecido.
Poderia ter evitado as moscas asquerosas, flutuantes sobre a minha
decomposição. Ainda assim, apodreci.
Sylvia Araujo
Sylvia Araujo
Ária Contemporânea
Sons de automóveis transitando
Murmúrios de crianças chorando
A tevê do apartamento adjacente
Melodias que degradam a mente
Vozes que transcendem o concreto
Gritos mudos rechaçados pelo teto
Uma vida consumida no desgaste
Oh, silêncio, por que me abandonaste?
Felipe Miho Marques
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Península
A apropriação poética é salvo conduto
para a agonia do encharcado que nutre-se da musa.
Aquilo que afaga, pela antítese afoga,
O mar como fonte de vida,
Metáfora dos poetas fortes.
Os teus Castelos de Areia (in) consistentes
são tão “pós” que apenas vislumbro...
Mas mantenho como partes do meu Litoral.
Da margem em que nasce a ambivalência
Vejo o fluxo e refluxo da aporia.
É Horizontal. Tu, ilogicamente me orientas para o Sul.
Quem sabe lá encontro outro tempero além do sal que
Caoticamente preenche o meu (dis) curso.
Posterior a toda
Mudança de maré, percebo ser a única prioridade minha,
É pena. Quase Ilha.Erick Bernardes
Erick Bernardes é nosso leitor-colaborador de São Gonçalo - RJ.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Monique Nix no CEP 20.000
Ontem, Monique Nix dividiu um pouco do seu brilho com a platéia presente no Espaço Sérgio Porto. Como parte do Espaço Plástico Bolha, Monique descarregou suas verdades-poéticas no público do CEP 20.000. Na foto, Monique Nix e Lucas Viriato com a edição #34 do Jornal Plástico Bolha. Obrigado a todos os presentes, e um agradecimento especial ao grande mestre Chacal!
Despacho
País .
Pirilampices
que o povo engole
como se de origem
carma amargo Mardito :
Andar de cara na bosta
assim batã - Tietê ,
morrente o rito de existir
decentemente ______
Lá de Brasília adverte
dona Eliana sobre os
cubangos de toga :
Tirando três talvez
quatro
o resto vai para o
inferno ,
junto com a ilha de
Manhattan .
Adiron Marcos já publicou no blog do Plástico Bolha. Leia mais poemas do autor em seu blog Dois Tantos de Coisas
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
cada distância
teleobjetiva
é a lente
da poesia
que vê tudo
nos mínimos
detalhes
sem razão
sem
objetividade
sem medo
de ser tanta
que vaziaCarolina Drago
Espaço Plástico Bolha com Monique Nix no CEP
Hoje, às 21:10, o Espaço Plástico Bolha apresentará a incrível Monique Nix, com suas pérolas de verdade poética, no CEP 20.000. Veja a programação completa do evento:
20:30 - Fora de Área
20:40 - Luis Turiba
20:45 - Marco Alexandre de Oliveira
20:50 - Deborah Prates
20:55 - Pedro Miranda
21:00 - Adiron Marcos
21:05 - Miriade Produçoes jr.
21:10 - Plástico Bolha + monique nix
21:20 – Beatriz Provasi
21:30 - Dado Amaral
21:35 - Tereza Seiblitz
21:45 - Ramón Rivera
21:55 – Luana Costa
22:05 - Dudu Pererê + Alice Souto
22:15 - Demillus & Dulloren
(monjope, Carlos Antonio Mattos (tantão) e daniel
castanheira).
22:35 – chacal + todo mundo
22:45 – fim.
O CEP 20.000 acontece no Espaço Cultural Sérgio Porto, Rua Humaitá, 163/ fundos - Rio de Janeiro. Ingressos: R$ 5,00.
O CEP 20.000 acontece no Espaço Cultural Sérgio Porto, Rua Humaitá, 163/ fundos - Rio de Janeiro. Ingressos: R$ 5,00.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Vinte e oito segundos
no intervalo entre o andar ao teu lado e o
você parar e eu não, entre o não
perceber que você parou e o te buscar
com o olho despreparado, uma pesca
distraidamente atenta: já não o somos,
aquilo que somos,
aquilo que fomos, quando
você para e eu não, quando você sem
ver que eu ainda ando e eu sem ver que você
não mais, seguimos ambos espessos inteiros
bravios; vinte e oito segundos somente e
dentro deles, no entanto, o fora
invade o corpo aos
poucos como um fim
e logo já se perdeu tudo o que
nunca se teve.
Maíra F.
Maíra F. escreveu o poema 2113, capa da última edição do Plástico Bolha!
Maíra F.
Maíra F. escreveu o poema 2113, capa da última edição do Plástico Bolha!
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Parking
Sem mais a intenção
de chegar antes da hora
por agora parei em ponto morto
em zona confortavelmente indolor
onde descansa em paz sua imagem
no ponto cego do meu retrovisor.
Fernanda Tinoco Ramos
Fernanda Tinoco Ramos é nossa leitora-colaboradora da cidade de Niterói - RJ
Fernanda Tinoco Ramos
Fernanda Tinoco Ramos é nossa leitora-colaboradora da cidade de Niterói - RJ
Última semana de A Peleja da Voz com a Língua
Última semana para assistir a incrível Numa Ciro na peça A Peleja da Voz com a Língua, terças e quartas às 21h no Centro Cultural Cândido Mendes. Rua Joana Angélica, 63 - Ipanema. Imperdível!
Fonte fecunda
Entremeados verbos
obscuro sentido
na lucidez da trama
palavras que são véus
nas entrelinhas
teias de segredos
improváveis de decifrar
mescla entre real e imaginário
variáveis as vertentes
alimentam-se de si mesmas
num processo de recriar-se
contemplam a eterna sede de existir
Ianê Mello
Ianê Mello é carioca, nascida no Rio de Janeiro. Acaba de lançar o livro Tessituras e Tramas (Ed. Verve, 2013). Foi professora e orientadora educacional no município. Pós-graduada em
Pedagogia, formada pelo Instituto Isabel. Experimenta diversas propostas em
textos literários, desde poemas e haicas até a prosa. Edita e participa de
sites e fóruns literários, tendo textos publicados na Comunidade Literária
Benfazeja, na antologia Momento Litero-Cultural, na revista Zunai e na revista
biografia. Em 1983, teve seu poema “Morte Interior” premiado no Concurso
Raimundo Correia de Poesia e publicado na antologia “A Nova Poesia Brasileira”,
pela editora Shogun Arte. Em 2012, seu poema “Abrigo de Pedras” foi publicado
na revista Cultural Novitas. Participa ativamente de Saraus Poéticos, tais como
Pelada Poética no Leme, Corujão da Poesia, Identidade Cultural e Movimento
Culturista e Um Brinde à Poesia de Niterói.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Eco Performances Poéticas
Em sua última edição do
ano, o Eco Performances Poéticas traz na programação os poetas
Renata de Aragão Lopes, com seu recém-lançado livro Doce de lira,
poesia à mesa, Milton Rezende, lançando O jardim simultâneo e
Rafael Moyses, acompanhado dos fotopoemas de @Julieta de Vênus. A noite contará
ainda com a ilustre participação do rapper PMC, vindo diretamente de São Paulo,
o retorno do emblemático movimento poético Abre Alas, o lançamento
da Um Conto #19 e exibição de videopoemas de Otávio Campos e
Danilo Lovisi. A trilha sonora fica por conta do DJ convidado José Alexandre
Abramo, a lista do microfone aberto aguarda sua inscrição e a entrada é grátis,
como sempre! 13 de desembro, a partir das 19h, no Museus de Arte Murilo Mendes, Juiz de Fora, MG.
Completamente cega
Nada em comum,
nada sei,
é invisível,
é isso...
Anne Penha
Anne Penha é nossa leitora-colaboradora de São Gonçalo-RJ.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Plástico Bolha no Fora de Área do SESC Tijuca
No último sábado, Lucas Viriato e o jornal Plástico Bolha estiveram no evento literário Fora de Área, organizado por Lucia Helena Ramos e sua trupe de insanos! A edição #34 do jornal foi distribuída à todos os presentes, e Lucas Viriato leu a sessão Desafio Poético do jornal, sobre as manifestações. Obrigado à Lucia Helena Ramos e a todos os que estavam presentes e participaram do evento.
De médio pra baixo
mamãe bebeu três dose (a vida não
tá doce)
manifestou-nos por noites
inteiras
― Retirarás o outro como a si
mesmo!
― Mais abre a boca para fechar os
olhos!
― Referência é coisa de verso
desocupado!
contemporizou depois
mamãe polemiza até flores de
jardimDouglas Batalha
Douglas Batalha é leitor-colaborador da cidade de Itu - SP.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Cena do Crime, de Karl Erik Schøllhammer
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Poeminha Astral #27
eram gotinhas a pingar
ploc
ploc
ploc
mas com uma danada energia de mar
ploc
toque
ploc
uma gota com disposição
oceânica.
Matheus José Mineiro
Matheus José Mineiro é de Ponte Nova, Zona da Mata de Minas Gerais, e está lançando o livro A cachoeira do poema na fazenda do seu astral(Ed. Tomate Seco, 2013).
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Lançamento do livro "Autorretrato", de Raïssa de Góes
Dia 16 de dezembro (segunda-feira) na livraria da
editora 7Letras, será o lançamento do livro Autorretrato (Ed. 7 Letras, 2013), de
Raïssa de Góes. Neste dia também será comemorado o aniversário de 20 anos
da editora com o lançamento do número 5 da Revista Lado7. Imperdível!
Raïssa de Góes é colaboradora-ilustradora do jornal Plástico Bolha!
quatrocentos e chuva
na rua de matacavalos tem um instituto acadêmico
onde gatos esburacados de sarna passeiam pedindo comida.
a velha senhora da cantina dá os restos do almoço
e os gatos ficam preguiçosos, sedentários, fazem vista grossa aos ratos
que correm pelo telhado das salas.
às terças, no instituto da rua de matacavalos,
o velho senhor careca leciona para jovens de cucas frescas
as fórmulas moleculares mais sem sentido que a bioquímica microscópica
veio a descobrir
na ânsia do intervalo, bebem de litros de café e voltam os jovens,
arrastando os pés, comendo crac crac pacotes de
amendoim japonês.
no meio do engarrafamento da rua de matavalos
subiu no ônibus que passou pelo instituto uma das alunas do velho
senhor careca.
ia com seu amendoim, olhos no céu sem nuvens e algum peso nas costas,
sentou na janela sozinha e, apesar do sol da primavera,
fez chover no quatrocentos e nove gotas pesadas de saudade.
Marília Aguiar
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
O bom filho à casa torna!

Hoje a equipe do Plástico Bolha distribuiu a edição #34 do jornal pela PUC-Rio. Confira a lista dos lugares da universidade em que você pode pegar o seu!
. CAFIL
. GNAISSE
. CARI
. CRAA
. CACOS
. Xerox da APG
. CAPSI
. DCE
. CACC
. Departamento de Ciências Sociais
. Xerox ADM
. SPA (Casa de psicologia aplicada)
. Entrada Marquês de São Vicente
. Cátedra de Leitura
. Elevador do Pilotis em frente aos caixas eletrônicos
. Sala do Projeto Comunicar (4º andar do edifício Frings)
. Pastoral
. Departamento de Letras
. Sala do Nima
. Elevador do edifício Leme, em frente à livraria Carga
Nobre
. Elevador do edifício Leme, ao lado do restaurante Mr. Ali
. Elevador do edifício Leme, ao lado da Casa da Empada
. Loja Pilotis, edifício Leme
. Banca da PUC
. Yogoberry, edifício Leme
. Vice-reitoria comunitária
A PUC-Rio fica na Rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea.
A PUC-Rio fica na Rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea.
Hora de Clarice 2013
IMS apresenta: Hora de Clarice 2013.
Além do vento há um outra coisa que sopra. Sete anos com as palavras de Clarice Lispector.
Com: Cláudia Abreu e Malu Mader
10 de dezembro, 19h, no Instituto Moreira Salles, R. Marquês de São Vicente, 476, Gávea.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Distribuição do Plástico Bolha!
Hoje distribuímos a edição #34 do Plástico Bolha por mais alguns pontos da cidade! Veja a lista de lugares em que você pode encontrar o jornal pela Barra da Tijuca e arredores:
- Studio
Betina Guelma, R. Cel. Eurico de Souza G Filho, 99 - Barra
- C. E
Chiquinha Gonzaga, Pç. Soldado Geraldo da Cruz, 50 - Barra
- Restaurante
Vice-Rey, Av. Monsenhor Ascaneo, 535 - Barra
- Restaurante
Nativo, Av. Lúcio Costa, 1976 – Barra
- Padaria
Pomar da Barra, Pç. do Pomar - Barra
- Koi Tattoo, Av.
Olegário Maciel, 101 - Barra
- Restaurante
.Org, Av. Olegário Maciel, 175 - Barra
- Restaurante Spetto
Carioca, Av. Olegário Maciel,
135, loja D – Barra
- Papelaria
Rosgolim, Av. Olegário Maciel, 260 - Barra
- Restaurante
399, Av. Olegário Maciel,
231, loja H - Barra
- Mundo Verde,
Av. Olegário Maciel, 519 - Barra
- Ohara
Tattoo, Av. Ministro Ivan Lins, 600/207 - Barra
- Mundo Verde
(MAP), Av. das Américas, 10200 – Barra
- Mundo Verde (Shop.
Novo Leblon), Av. das Américas, 7607 - Barra
- Papelaria do
Professor (Shop. Novo Leblon), Av. das Américas, 7607 - Barra
- Espaço Expansão (Shop. Barra Square), Av. das
Américas, 3555 - Barra
- Curso
Baukurs (Shop. Barra Square), Av. das Américas, 3555 - Barra
- Centro
Cultural Suassuna, Av. das Américas, 2603 – Barra
- 100 % Video
Store (MAP), Av. das Américas, 10200 – Barra
- Tabacaria
Candice Cigar Co. (MAP), Av. das Américas, 10200 – Barra
- Jornaleiro
Val (MAP), Av. das Américas, 10200 – Barra
- Casa da
Empada (MAP), Av. das Américas, 10200 – Barra
- Curso CCAA (MAP),
Av. das Américas, 10200 – Barra
- Museu Casa
do Pontal, Estr. do Pontal, 3295 - Recreio
- Restaurante
Point de Grumari, Estr. do Grumari, 710 – Grumari
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