segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Visões da Meia-Noite


Nessas ermas alturas tão sombrosas
Vaga a lua soturna que me encanta,
Tal se fosse o cadáver de uma santa
Envolvido por brumas lutuosas.

Nessas noites de trevas suspirosas,
A minh'alma — extasiada — se levanta,
Para olhar essa lua que abrilhanta,
Transmutando-se em formas curiosas.

E parece um errante cisne branco...
Embalado, perdido sobre o flanco,
Pelas águas de um lago; tão sem norte...

Vaga a lua... Tristonha senhorita!
Qual um olho envolvente que me fita,
O olho imenso e fatídico da morte!

Derek S. Castro

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