domingo, 17 de janeiro de 2010

sangue, sangue

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sangue, sangue – caiu a chuva, agora é tarde – uma deficiência mental, uma deformação – impacto – o bicho nasceu, nasceu – a brisa fechou meus olhos, para a eternidade – o tempo – aqui, sedação – a luz ilumina meu corpo, a luz – objetos, objetos pontiagudos – madeira, metal – a virgem está chorando, de alegria – e a consciência? – movimento, ação – ele teve um flash de memória, memória – nunca – somente insetos, formiga, energia – voz, a minha voz, a sua, nós – bicicleta, bicicleta – será que ainda tem comida na geladeira?
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Daniel Pereira
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4 comentários:

Daniel Pereira disse...

bem, já que ninguém comentou meu poema até agora, eu mesmo vou me auto comentar por minha própria conta: não sou um poeta, sou apenas um alienígena saudável.

vivian disse...

se não tiver comida na geladeira, vai ser um problema, porque me deu uma fome...

tanussicardoso disse...

Esse poeta aí parece ser dos bons, né? Foge do ordinário (em todos os sentidos), tem uma voz própria, tá procurando um caminho para o seu poema, um quê de surrealismo, de poesia mística, no sentido mágico, gostei. Fugindo do lugar comum, tá no caminho certo...
Parabéns pra ele!
Tanussi Cardoso, poeta

Anônimo disse...

gostei do poema. bem vindo 'a terra, saudável alien. vc não está sozinho. saudações de outro alien, saudável e louco