quinta-feira, 1 de julho de 2010
BLIND DATE — de Marilena Moraes
Blind date
Blue eyes boy
Blond blue girl
Blue Angel bar
Brown big car
BUT
No baby blues
SO
No baby doll
No bubble bath
No blues under the blue
No bellinis
No Bora Bora, no Big Apple
Just broken heart.
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Marilena Moraes
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
ESTREIA DO PLÁSTICO BOLHA NO CEP!!!
. A POESIA PROPRIAMENTE DITA
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ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO
QUARTA – DIA 30 DE JUNHO
20:30 – 5 REAIS
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FLASH BACK 70
UMA SELEÇÃO INESQUECÍVEL
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20:30 – vídeo: O BEIJOQUEIRO de CARLOS NADER
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21:00: relançamento do livro
“MUITO PRAZER” de CHACAL
ANA KUTNER e PAULO JOSÉ falam ANA CRISTINA CÉSAR
MASÉ LEMOS – poemas seus e de LUIS OLAVO FONTES
MARIANO MAROVATTO – poemas seus e de CACASO
CRISTINA FLORES e CHACAL – poemas do MUITO PRAZER
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AUGUSTO GUIMARAENS por AUGUSTO GUIMARAENS
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21:30: a estreia do
uma homenagem a JAMES JOYCE.
com
ANDRÉ CAPILÉ lendo passagem de Stephen Dedalus
MARIANO MAROVATTO lendo passagem de Leopold Bloom
ISABEL WILKER lendo passagem de Molly Bloom
e a banda CAFÉ IRLANDA.
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Mais que aquático — de Luiz Fernando Priamo
sábado, 26 de junho de 2010
O amante arrependido
Oh, mui bela, tu
que me enamoras!
Para atentares não o romper
dar-to-ia, se por outra
não se rasgassem
do meu peito as fibras.
Rouba ela, pois,
meu ar e tu
novo fôlego me dás.
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Bruno Papito Nascimento
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Fahrenheit 451: Quando o cinema de Truffaut encontra a literatura de Ray Bradbury
com um cérebro próprio, com consciência
e curiosidade em cada dedo trêmulo,
tinha se tornado ladra.
Montag sabia que isso era loucura, suicídio,
mas era também um começo.
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“Finalmente localizei o lugar exato, a sala de datilografia no porão da biblioteca da Universidade da California em Los Angeles. Ali, enfileiradas havia vinte ou mais velhas maquinas de escrever Remington ou Underwood, que eram alugadas a dez centavos por meia hora. Você enfiava a moeda, o relógio tiquetaquiava feito louco, e você datilografava furiosamente para terminar antes que se esgotasse a meia hora. (...) Terminei a primeira versão em cerca de nove dias . Com 25 mil palavras, era metade do romance que acabaria se tornando”. (Trecho do posfácio)
segunda-feira, 21 de junho de 2010
ODE AO ARTISTA (Adeus a Saramago)
Artista! Oh, curioso, faminto de mundo! Eterno insatisfeito. Rebelde contra o destino fatal das possibilidades transitórias e limitadas do humano.
És um louco que se recusa a ser esmagado pelo cotidiano enfadonho e teima em rasgar o tecido da realidade. Mergulhador fáustico que só se contenta quando atinge as profundezas abissais daquela extasiante perda dionisíaca de si mesmo.
Antítese ambulante, por que insistes em domar a realidade? Por que crias aquela outra “realidade”, para além dos sentidos, tão verdadeira quanto teus sonhos? O mundo real não te basta?
Paradoxo invencível, como haveremos de definir-te?
Talvez o epíteto de “teimoso incorrigível” lhe caiba, por ora. Prometeu desvairado, que mesmo sob a ameaça (terrível) de grilhões, abutres e dores lacerantes, ousa descortinar e gritar a grandeza gloriosa da raça humana.
Serás tu ainda aquele mágico primordial, feiticeiro, pajé, xamã; sacerdote que conduzia a tribo primitiva por um mundo (sur-)real ainda inexplorado?
Bendito sejas tu, primeiro caçador a se disfarçar, assumindo a aparência de um animal para escrever o ritual da caça. Bendito sejas tu, primeiro homem da idade da pedra, a assinalar um instrumento com uma marca, com um ornamento, com um símbolo. Bendito sejas tu, místico primevo, que, entre sacrifícios e rituais de encantamento, deslumbrado e fascinado, ousou dar sentido a tudo que o cercava, ordenando o caos.
Artista! Mesmo que não possamos mais evocar (ou invocar) o (Sara)mago daquela primitiva sociedade tribal (será?), ainda assim tu és o porta voz de toda a coletividade pois, quando crias, és servidor.
Abandona, em êxtase, o teu ego para ser eco de uma experiência maior. Apropria-te da máscara coletiva que traz à lume aquele inconsciente comum a todos nós e dá voz a toda uma raça. A raça humana.
Artista: eis aí seu munus publico, sua missão social.
Talvez a única definição que me resta é aquela que repousa no famigerado vocábulo grego pharmakon. Palavra ambígua que encerra um invencível paradoxo, exatamente como tu artista, que te negas, peremptoriamente, a deixar-te abarcar por invólucros, rótulos ou definições (que só fazem limitar, dar um fim...).
PHARMAKON!
Simultaneamente antídoto e veneno. Eis aí toda a equivocidade do humano. É nessa corda bamba, entre causa da doença e cura, entre droga benéfica ou maléfica, que certamente te encontrarei, eterno equilibrista que cambaleias entre o real e a ficção.
Artista! És Fausto; és bode expiatório. Vítima sacrificial, salvador e perdição; médico e portador da moléstia (humana, demasiadamente humana...) do desejo de transcender.
Faze teu ritual medicinal; que sejas, agora e sempre, o nosso remédio contra uma vida medíocre.
Vai, incorrigível romântico! Estanca a ferida do átimo que foge e escreve nela a tua obra imorredoura! Concede importância ao comum. Torna desconhecido o familiar. Confere mistério ao corriqueiro. Dá sentido ao absurdo.
Alquimista tresloucado! Transforma o físico em metafísico e assim (só assim!), rouba a centelha mágica e nos conceda, diante de tudo que é mortal, aquela singela parcela do infinito... aquela que nos cabe por direito.
Vittorio di Salerno
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Vittorio di Salerno é aluno do curso de Artes Cênicas da PUC-Rio
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Morre o escritor português José Saramago — uma mensagem de Cleonice Berardinelli
.Em seu Diário, no dia 3 de Dezembro de 1935, escreveu Miguel Torga: “Morreu Fernando Pessoa. Mal acabei de ler a notícia no jornal, fechei a porta do consultório e meti-me pelos montes a cabo. Fui chorar com os pinheiros e com as fragas a morte do nosso maior poeta de hoje...” Hoje, agora há pouco, neste dia 18 de junho de 2010, chega-me pelo telefone a notícia de que morreu Saramago. Não tenho pinheiros nem fragas para meter-me entre eles e ir chorar minha profunda tristeza, mas posso, pelo menos, dizer que estou chorando a morte do maior ficcionista de Portugal, um dos meus mais queridos amigos...
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Cleonice Berardinelli
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Mensagem da nossa Mestra Cleonice Berardinelli, leitora e amiga pessoal do romancista, que, em nome do Departamento de Letras da PUC-Rio, manifestou o sentimento de todos pelo falecimento do escritor português, Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
(de um outono chato) — de Tiago Ramos
Os dias passam
andam quadras
viram meses
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anos
festas casamentos
nascimentos
gêmeos siameses
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e num dia qualquer
(de um outono chato)
você retorna
insensato
.
sua palavra me vem novamente
Na hora no instante
insistente
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eu bobo louco
insolente
me derrubo de novo
nos seus pés
solenemente
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Tiago Ramos
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Tiago Ramos é nosso leitor de Maringá, PR.
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Poema — de João Lima
A face impressa na folha.
As pálpebras dormentes
a saliva o pelo a ruga
infiltram o poema.
Palavras devoradas
na sórdida mesa com restos
de madrugada fria
unhas e fios de cabelo.
O lápis risca a raiz
a cal o caminho mais
curto até o raio de sol
incrustado na gelosia.
O que é meu está guardado:
coração sujo encouraçado
relógio tictaqueando insuspeito
no fundo de uma gaveta.
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João Lima
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Lançamento do e-book "O eu se escreve"
domingo, 13 de junho de 2010
O sonho de milhões — de Adriana Kairos
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sábado, 12 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Outros orientes — um poema de João Inada
Sou mais um bebadossóbrio,
carrego o intragável sabor disso,
imediatamente estendido em
dobras, envolto por espelhos,
ferindo a contradição que
refui.
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Sendo outros que não plural eu,
outros ser-em-si com singulares três sous
plurigêneros, ou quase
nóselemim,
o dele ele no meio
embernado.
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Devir a ser-me-ei
um só nó de nós teu meu antes mesmo de
— estar
oculto no de si me,
meu nariz acenando
a deus.
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João Inada
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João Inada já publicou um poema no Blog do Bolha e também estará em nossas páginas impressas na próxima edição.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
FOTO-BOLHA: Leitor de Plástico Bolha em JF!
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Victor Hugo lendo o Plástico Bolha na Eco - Performances Poéticas, de Juiz de Fora - MG, em foto de Thaiz Thomaz.
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Jogatina — um poema de Thiago Diniz
Quando mulecote mandava bem no War
Hoje se o assunto é Damas eu sou Pro
Esse é meu Perfil falo pouco mas não mudo
Cara a Cara não iludo nem me Ludo
Pronto pro Combate acompanhado ou só
Perspicaz com a mão domino o Dominó
Imagem e Ação se fundem com beleza
Se Gamão ou não o importante é a destreza
Não preciso ser Detetive pra ter a clareza
Que no Jogo da Vida as cartas estão na mesa
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Thiago Diniz
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Noruega — um poema de Rafael Mantovani
na Noruega é assim:
o sono chega de trenó,
desembarca em pernas curtas,
traz uma mochila, diz que vai morar comigo.
ele tem o rosto de um cachorro
e um rastro escuro na barriga —
todos os nomes de lugar
escritos numa única lista.
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Rafael Mantovani
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Batom, escova de dente e revolver
terça-feira, 1 de junho de 2010
Eco - Performances Poéticas completa 2 anos
Dia 03 de junho, o Eco - Performances Poéticas completa dois anos
e traz para os palcos da cidade um elenco gringo:
Alice Sant'anna,
Lucas Viriato
e Os Sete Novos
[Augusto de Guimaraens Cavalcanti +
Além dos poetas cariocas, Pedro Paiva na discotecagem
e o clássico, esperadíssimo e insubstituível
MICROFONE ABERTO
(traga suas poesias!)
É na quinta, 03/06, 20h, no Mezcla.
ENTRADA FRANCA
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Um novo poema de Bruno de Abreu
com você eu poderia
rasgar ao vento
trajetórias de calendário
sem uma dificuldade
mórbida de apostilas
em espiral e listas
telefônicas
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Bruno de Abreu
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domingo, 30 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Édipo — um texto de Cacau Vilardo
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Senti a corda afrouxar. O velho, arrastando seus pés, andou em direção ao seu quarto. Fiquei ali esperando ele parar. Ele parou. Fiquei esperando ele se virar para mim e me enxergar através de sua cegueira. Ele se virou e me enxergou com seu olhar cego. Permanecemos em silêncio. Quando ele voltou a se mexer, eu não corri. Uma pergunta saltou pela minha boca “Qual o seu nome?”. O velho sem se virar, respondeu “ Édipo”.
terça-feira, 25 de maio de 2010
AMANHÃ TEM CEP 20000, NO HUMAITÁ!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Ilustrador do Bolha ganha concurso da Folha!
.domingo, 23 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
All-star — um poema por Beatriz Bastos
.desfaço o cadarço,
lentamente.
Penso em pés
e gatos que fogem
por caminhos incógnitos.
– O hóspede italiano
e suas duas amantes
disseram que viriam
no mesmo dia?
Há no vinho qualquer esperança
senão desolação
e um ritmo que apenas,
palidamente, apreendo.
Largo a teia
jogo os cadarços
ainda não desfeitos
todas as estrelas
no chão.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Novo poema de Sebastião Ribeiro
ele batalha por ser invasivo
num continente ameaçado
sem reflexos à sua frente
numa lonjura sem sons
(onde pêlo algum meu pie)
se sustenta a espécie de mar
que não precisamos
conjeturamo-lo esticado porque
mesmo num cofo de tradições
nosso corpo é impreciso
e lhe digo não não preciso inventar
nada no lugar impresso de teu passado
fomos à praia desnecessariamente
azul algum te farás pronto
a cimentar meus pés
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Sebastião Ribeiro
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domingo, 16 de maio de 2010
POESIA CONCRETA (funk do pedreiro)
observo suas calhas
cheiro pó de amianto
sou quem talha as palavras
abalo abalos sísmicos
gotas, infiltrações
cavo suas rachaduras
dou orgias em construções
sou o símio bárbaro
de barro no bafo
os meus dentes são de ferro
a minha viga de sarrafo
taumaturgo desse mundo
construído em meu andaime
armo minas mnemônicas
sou fetiche de madame
elevo as grandes pontes
onde cruza o poema
só não sei que letra falta
para ganhar essa morena
É o funk do pedreiro
É o funk do pedreiro
meu chiclete é concreto
o meu saco de cimento
sábado, 15 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O poeta é um cisne
O poeta é um cisne,
Ave imaculada
Cheia de poder e graça;
Nas noites de lua
Despe seu manto de plumas
E anda nu
Despejando sêmen e espumas.
O poeta é um cisne,
Druida vestido de branco,
Pontífice sagrado
Inspirado pela luz
Que incide no lago
Imagens distorcidas
Da realidade.
O poeta é um cisne
De celeste onipotência,
Transbordando audácia,
Seu canto amoroso
É prenúncio de morte
Para si
E para o mundo.
O poeta é um cisne,
Anjo elegante
Ligado por corrente de prata
A uma casta superior.
O poeta é um cisne,
Um nobre
Navegando
No reino infinito do espírito.
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Raquel Naveira
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Cheiro de cola, um texto de Paulo Vogel
sábado, 8 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Poesia para o dia do trabalho ou para o mês do trabalhador
apara nas costas um pedaço de folha
dez vezes o tamanho da sua vontade
é necessário não ser um operário comum
segure aos dentes um
tronco ecaminhe até a colônia
se fizer isso sem reclamar
há grande chance
de você ser uma formiga
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Paulo Henrique Motta
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
RIO COM GENTILEZA - Restaurção dos 56 Escritos Murais do Profeta Gentileza
Data: 6 de maio
Local: Rodoviária Novo Rio
Térreo (Setor de Embarque) e na Praça Gentileza
Horário: a partir das 10h
9h30 - “Pílulas de gentileza” - imagens de depoimentos colhidos ao vivo pelos alunos da SPECTACULU serão editados no local, em blocos, e exibidos em telão. Todo o evento será registrado pelas câmeras dos alunos da ONG sob orientação dos professores Daniel Evangelista, Coordenador do Curso de Fotografia Spectaculu e Centro de Artes Espaciais Vik Muniz; e Lílian Pieczarka, responsável pela Oficina do Olhar.
10h – Apresentação: “POR GENTILEZA” - espetáculo musical, teatral, mímico e de animação - com o Grupo Mimos. Texto de Josué Soares e Leila Carvalho. Nessa apresentação, Josué Soares e Leila Carvalho recriam ludicamente os ensinamentos do Profeta, emoldurados pelas músicas originais de Lucina e Mario Avellar.
10:45h – Participação da Escola Municipal Santo Tomás de Aquino que, sob orientação dos professores Daniele Bessa e Afonso Celso Teixeira, há mais de cinco anos desenvolve trabalhos sob a temática da Gentileza.
- Apresentação do Rap por Gentileza, com letra composta por alunos da escola;
- Apresentação de hip-hop, “Um duelo sem armas”
11h – CERIMÔNIA oficial de lançamento do projeto com entrega da primeira pilastra restaurada pelo projeto Rio com gentileza, com presença da Secretária Municipal de Cultura, Sra. Ana Luisa Soares da Silva; do Subsecretário de Patrimônio Cultural, Sr. Washington Fajardo; do Coordenador de Conservação e Projetos Especiais, Sr. Paulo Eduardo Vidal L. Ribeiro; da Gerente de Projetos da Subsecretaria de Patrimônio Cultural, Sra. Laura Di Blasi; Bia Caiado, representante da Secretaria de Cultura do Estado do RJ; Subprefeito do Centro, Thiago Barcellos; de integrantes do Conselho Municipal de Cultural; representante da Secretaria de Cultura do RJ; Zezé Motta, madrinha do projeto Rio com gentileza; filhos e netos do Profeta Gentileza; diretoria da ONS (Operadora Nacional do Sistema Elétrico), patrocionadora da restauração; e, a direção da SOCICAM.
11h30 – MENINAS DO NÓS – bloco de percussão feminino do grupo Nós do Morro, coordenado pelos músicos Wellinton Soares (ex-O Rappa) e Negueba.
A partir das 12h – Oficinas de cataventos e composição de livre poética em varal de tecido estendido no espaço interno da Rodoviária, sob orientação e acompanhamento dos professores e alunos da Spectaculu.
12h – LÍNOX & banda Organismo
12h30 Telão: exibição do curta PORR GENTILEZA, de Dado Amaral (2002) e do vídeo GENTILEZA, de Dado Amaral e Vinícius Reis (1994).
13h – MC’S JUNIOR E LEONARDO – pioneiros do funk carioca, autores do Rap das Armas e outros sucessos, e fundadores da APAFUNK – Associação dos Profissionais e Amigos do Funk.
13h45 - POETAS DO CEP 20000 – leitura do “Manifesto Gentil” - Chacal, Mano Melo, Cabelo, Pedro Rocha, Ericson Pires, Guilherme Zarvos, Justo D’Ávila, Éber Inácio, Botika
14h15 – BOATO – a banda de poetas, liderada pelo artista plástico Cabelo, volta a se encontrar exclusivamente para o show no evento Rio com Gentileza.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Peixinhos
Beatriz Bastos
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Beatriz Bastos é autora de quatro livros. Esse aqui vem do recente "Da Ilha", da Editacuja
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Acaso — poema de Fernando Brum
Antes era um livro fechado
Um telefone desligado
Agora é vento na árvore
Varrendo toda a ilusão
Dos olhos acostumados
É poema perdido,
Lançado ao mar
Como a tarrafa
Que vai sem saber
Que recolhe o ouro do mar
Preocupação não há
Os peixes hão de vir
Caminham cegos
Ao seu destino quiçá
Que não sabem
E cumprem seu papel
Como os papéis do livro fechado
Na ânsia de serem lidos e entendidos
Nem que seja por uma tarrafa
Lançada sem saber
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Fernando Brum
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