Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Sebastião Ribeiro. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Sebastião Ribeiro. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Colega, um poema de Sebastião Ribeiro

.
de teus pêlos surge um conforto morno
uma palavra ou
uma descoberta adormecida
num campo de hálito
num verde compreender da noite.

este não entender corrente pelo
róseo escondido
mundo inaudito que expulsa os
olhos mortos
os dois perdidos
mudos e retraídos
sobre o macio cabelo parado.

pelo mundo (todo surdo)
nossos dedos viram a esquina
chamam a rua no perdido
pelo escuro nenhum som bendito que
corte a luz e te chame abrigo.
.
Sebastião Ribeiro
.
.
.
Sebastião Ribeiro é nosso leitor de São Luiz, MA, (onde nem distribuimos o jornal ainda, mas ele já chegou!) e mandou esta poesia pelo site do jornal Plástico Bolha. Envie você também o seu trabalho!
.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nightwork, um poema de Sebastião Ribeiro

.
Deve-se a um erro ou a um equívoco
a distância entre tantos corpos à noite,
que hoje parece voltada em prece a algo;
porém os próprios astros já são coisas
que extasiam o que permite concentrar o
tempo na violência de algumas guitarras,
em seus sons expurgadores.
Considerável esta minha atitude descritivista
em calcular quimeras nas bocas e nos braços que
se descobrem sob a luz das boates;
a poética da sensação é um alívio sem
aqueles ritmos, que mal
pertencem aos corpos.
De que maneira experimentarei
verdade fora dos focos?
Algo em nós se apressa a discorrer
sobre o engano milenar que nos separou;
e de tudo que se escondeu nos banheiros
e becos, te sobra o instinto
carregado de cerveja e tropeço.
.
Sebastião Ribeiro
.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Novidade ou na falta de um poema mais intenso — por Sebastião Ribeiro

.
Um homem enraizou-se aqui, todo ou as
partes plenas. Seus olhos verdes são inegáveis, a
tarde também; mas há a pressa que
esconde o medo, mal interpretando-o.
O silêncio é uma constante, parece que
esperando minha morte, desidratando meus
fatores e meu homem
de fantasia.
.
Sebastião Ribeiro
.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Novo poema de Sebastião Ribeiro

ele batalha por ser invasivo
num continente ameaçado
sem reflexos à sua frente
numa lonjura sem sons
(onde pêlo algum meu pie)
se sustenta a espécie de mar
que não precisamos
conjeturamo-lo esticado porque
mesmo num cofo de tradições
nosso corpo é impreciso
e lhe digo não não preciso inventar
nada no lugar impresso de teu passado
fomos à praia desnecessariamente
azul algum te farás pronto
a cimentar meus pés
.
Sebastião Ribeiro
.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Susto


Para a verdade
há este caderno
onde também
sou burocrata

há também
uma gota
de gordura quente
em meu peito

para os mistérios
há a palavra não
transeunte
em meus cílios
que estouram

para a verdade
simplifico é uma
questão de tempo
mas não há narina
que compreenda

para o mistério
há sangue
em meus dentes
que finjo não ser
meu


à verdade
há gritos
ao mistério
me sou findo



Sebastião Ribeiro é nosso leitor-colaborador do estado do Maranhão, e tem diversos textos publicados no blog do Plástico Bolha.