quinta-feira, 15 de julho de 2010

Azul-mar, um poema de Rafael Magalhães

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Sinto muita saudade
de você, tem dias que eu sinto
que sou ilha perdida
no meio de tanto mar
como fui me separar?
de um continente tão forte
deixei pra trás
muita terra segura
passei por tempestades
tormentas, chuvas imensas
e agora uma calmaria
em que paro tudo
e observo do mirante
o oceano, atlântico
pacífico, gigante
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Rafael Magalhães
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Rafael Magalhães é nosso leitor e colaborador de Vila Velha, ES. Esse é o seu segundo poema no Blog do Bolha.
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Um comentário:

Paoli disse...

Seu Blog é muito bom! Vou seguí-lo
com certeza.
Amei o poema de Rafael Magalhães.
é simplesmente maravilhoso.
O mar tem o poder de nos remeter
ao passado; viver em sonhos o que não nos foi permitido viver de fato por "N" razões. Caminhar juntos à beira mar com o primeiro amor,caminhar de mãos dadas,fazer castelos de areia...
Nos remete ao presente, as ondas vêm e lembra-nos os desafios a serem superados; mas também nos mostram nosso poder de superação quando o mar fica calmo...
Nos remete ao futuro; tempo em páginas brancas... mistério...
O mar também é infinito, e infinita são as possibilidades de
reescrever a nossa hstória, sempre começando do princípio básico de que "Eu sei que nada sei" assim como não sei desse infinito mar que tenho diante dos olhos...