sexta-feira, 27 de maio de 2011

Quando a alma castiga o corpo

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Permaneça em suspenso
A promessa de amor
O quadro sem cor
O abraço tenso

Sem graça a despedida
Dois amantes sem freio
Sem conta ou qualquer outro meio
Além da estrada perdida

O lar em chamas
Sob a tempestade
Um pedido de socorro porque amas

Não encontrarás nenhuma piedade
Nessas viciadas damas
Apenas uma estranha obviedade

Descobrirás tarde demais o inútil soneto torto
Melhor é viver fora do alcance de Deus e do Diabo
Não há ritmo ou rimas
Para acompanhar um coração louco
E antes que todas as mulheres te abram as pernas
Também descobrirás que há inimigos entre amigos
Que nada é fixo ou medido
Que tua herança será uma má reputação.
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Anderson Pires da Silva
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Anderson Pires da Silva já publicou diversos textos aqui no Blog do Bolha.
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2 comentários:

Poeme-se disse...

Olá,

Sou editor do site www.poemese.com e encontrei seu recanto poético nessa louca maré binária. É sempre bom conhecer espaços de culto a poesia.
Gostaria de contar com você na busca por pautas e eventos poéticos postarmos no nosso site. Se possível nos envie por e-mail (contato@poemese.com) suas sugestões ou por twitter (@poemese).
Paz e Utopia
Gledson Vinícius

Tiago M? (o Berro d'água) disse...

muito bom, final perfeito