terça-feira, 19 de maio de 2009

Capivara da Lagoa, poema de Luisa Noronha

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A capivara da lagoa
Vivia numa boa
Sem pensar em labuta
Ela reinava absoluta

Pegava sol o dia inteiro
Pastava no gramado
E ganhou um companheiro
Que muito foi de seu agrado

Agora sim estava completa
Tinha a companhia ideal
Para uma volta de bicicleta
E sua caminhada matinal

Mas um dia sem aviso
Ele tomou chá de sumiço
Tão depressa como veio
Logo se foi seu parceiro

A capivara ficou desolada
E fez da dor sua morada
Varava noites em claro
Sonhando com o seu amado

Então decidiu sair da fossa
Pois tinha muito que fazer
Era sócia do Caiçaras
E do clube Piraquê

Num dia tal
Sei lá por que
Atravessou o canal
E virou estrela de T.V.

Antes disso
Criou grande reboliço
Procurando seu amor
Nas pedras do Arpoador

Mas ninguém aceitaria
Esse ato de rebeldia
Vai ser mantida em cativeiro
Assim falou o bombeiro

Pobre capivara
Por essa ela não esperava
Maldisse a sociedade
Por punir quem tem saudade
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Luisa Noronha
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Um comentário:

Júlio Lima disse...

Agora choro pela Capivara.
Espero que curta meu som e meu blog.
Gostei daqui.
Abs