terça-feira, 22 de abril de 2014

No mundo de Cristina


um moinho se move
sem uma vez sequer
tirar os pés do chão.

mói
mastiga
tempo
semente
grão

e dentro dele
um rio de desejo quer
fazer do que é só vento,
pão.

Victoria Reis

2 comentários:

Marlene Manso disse...

Um belo poema do ponto de vista de estrutura e, sobretudo, com um simbolismo soberbo.

M. Manso disse...

Belo poema: boa estrutura e um simbolismo soberbo.